Eletrobras reverte prejuízo e lucra R$ 13,3 bilhões em 2018

A estatal de energia Eletrobras teve um lucro líquido de R$ 13,348 bilhões em 2018, informou a companhia na madrugada desta-feira (28). Em 2017, a empresa havia registrado prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão.

O resultado vem do lucro de R$ 15,2 milhões com as operações continuadas, descontado o prejuízo líquido de R$ 1.879 milhão com as operações descontinuadas de suas distribuidoras.

A receita líquida da Eletrobras somou R$ 24,976 bilhões no ano passado, uma redução de 15,2% em relação a 2017.

Quarto trimestre

No quarto trimestre de 2018, a Eletrobras reportou um lucro líquido de R$ 12,07 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 3,9 bilhões no mesmo período do ano anterior.

“O resultado foi o maior já apurado pela companhia nos últimos 20 anos”, disse a companhia nesta quinta-feira, atribuindo o desempenho à redução de impairment e contratos onerosos da usina nuclear de Angra 3, no valor de R$ 7,2 bilhões, e à venda de deficitárias subsidiárias de distribuição de energia.

A maior elétrica do Brasil, com controle sobre um terço da capacidade de geração e metade da rede de transmissão do país, somou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 13,39 bilhões no quarto trimestre, contra Ebitda negativo de R$ 1,55 bilhão no mesmo período de 2017.

A estatal teve uma receita operacional líquida de R$ 6,16 bilhões no quarto trimestre, recuo de 22,9% na comparação anual. Em 2018, a receita somou R$ 24,9 bilhões, recuo de 15% frente a 2017.

Já os investimentos da estatal recuaram 12% no ano, para R$ 4,6 bilhões, somando R$ 1,76 bilhão no quarto trimestre.

Além das reversões de impairment e contrato oneroso de Angra 3, a Eletrobras apurou efeito positivo de R$ 2,96 bilhões com a venda de suas distribuidoras, após a reversão de patrimônio líquido negativo.

A companhia privatizou ao longo de 2018 seis distribuidoras de energia no Alagoas, Amazonas, Acre, Piauí, Roraima e Rondônia.

Também houve uma reversão de provisão de R$ 739 milhões relativa à classificação de riscos de contingências nas distribuidoras já transferidas aos novos controladores.

O plano de demissão consensual da companhia de 2018 ainda contribuiu com R$ 370 milhões para o resultado.

Fonte: G1

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