Deputado Rosemberg defende Fafen em encontros em Madre de Deus e Dias D’Ávila nesta quinta (22)

O deputado Rosemberg Pinto (PT) deu continuidade, nesta última quinta-feira (22), à sua defesa em favor da Fábrica de Fertilizantes da Bahia (Fafen), que terá suas atividades suspensas até o final do semestre, conforme anunciou o governo do presidente Michel Temer.

Convidado pela União dos Vereadores da Bahia (UVB) para participar do 1º Encontro de Vereadores da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e Recôncavo baiano, evento realizado na Câmara Municipal de Madre de Deus, o parlamentar petista proferiu uma palestra sobre a Refinaria Landulpho Alves e a importância do petróleo para a região.

“A justificativa é que a Fafen não é rentável, mas é mentira. O resultado de qualquer empresa no mundo é global, e a Petrobras teve um resultado positivo significativo em 2017. Aonde é que tem prejuízo, se a principal matéria-prima da Fafen é o gás natural, e é o Estado brasileiro, a Petrobras, quem fornece? Eles querem acabar com a empresa, porque ela é a reguladora de preço do fertilizante no Brasil. E esse é um acordo do governo Temer com o segmento industrial”, criticou.

À noite, Rosemberg participou de uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Dias D’Ávila. O encontro, organizado pelo vereador Thiago Saraiva (PDT), reuniu petroleiros, dirigentes do Sindipetro Bahia, Sindiquímica, Sindborracha e Sindticcc, além de parlamentares, empresários, agricultores e comerciantes da região, preocupados com os efeitos da parada da unidade baiana.

“Na hora que eles fecharem a Fafen, vão desregulamentar o preço do insumo para a agricultura, nosso maior produto de exportação, e isso vai impactar no preço dos alimentos e na mesa de cada um de nós”, alertou

FAFEN

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia é uma unidade da Petrobras e a primeira fábrica do Pólo Petroquímico de Camaçari. Conhecida como a “semente do Polo”, a Fafen-Ba foi a primeira fábrica de ureia do Brasil e teve suas operações iniciadas em 1971. A fábrica é responsável pela produção de 474 mil toneladas de ureia por ano; 474 mil toneladas de amônia/ano e 60 mil toneladas/ano de gás carbônico, tendo os dois primeiros importância fundamental no desenvolvimento da agricultura e da pecuária no Brasil.

De acordo com o Sindicato dos Petrolheiros da Bahia (Sindipetro-BA), com a paralisação das atividades  da unidade baiana, 700 postos diretos de trabalho serão fechados e haverá impactos a toda cadeia produtiva do setor, o que pode aumentar o número de demissões.

Fonte: ASCOM

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